segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Documento do Concílio Vaticano II



Com frequência a Igreja é chamada também construção de Deus (1 Cor 3,9). A si mesmo, o Senhor se comparou a uma pedra que os construtores rejeitaram, mas se tornou a pedra angular (Mt 21,42 – At 4,11- Ped 2,7 – Sl 117,22). Sobre este fundamento a Igreja é constituída pelos Apóstolos (1 Cor 3,11). Dele recebe firmeza e coesão. Esta construção recebe vários nomes: casa de Deus na qual habita a sua família, morada presente Deus no Espírito (Ef 2,19-22); tenda de Deus entre os homens (Apoc 21,3) e principalmente templo santo, que, representado em santuário de pedra, é louvado pelos santos padres e, não sem razão, comparado na Liturgia com a Cidade Santa, a nova Jerusalém. Pois nela quais pedras vivas somos edificadas nesta terra (1 Ped 2,5). E João contempla esta cidade que, na renovação do mundo, desce do céu, de junto de Deus, adornada como uma esposa ataviada para o seu esposo (Apoc 21,1 SS).

A igreja é chamada também “Jerusalém celeste” e “nossa mãe” (Gal 4,26 – Apoc 12, 17). É ainda descrita como esposa imaculada do cordeiro imaculado (Apoc 19,7 – 21,2 e 9 – 22,17). Cristo “amou-a Por ela se entregou, para santifica-la” (Ef 5,26); associou-a a Si no amor e na fidelidade (Ef 5,24); enfim cumulou-a para sempre de bens celestes para que compreendemos a caridade de Deus e de Cristo para conosco, que ultrapassa todo o conhecimento (Ef 3,19). Enquanto, pois, nesta terra a Igreja peregrina longe do Senhor (2 Cr 5,6), considera-se exilada e assim busque e saborei as coisas lá do alto, onde o Cristo está sentado a direita de Deus, onde a vida da Igreja está escondida com Cristo em Deus, até que apareça com seu Esposo na glória (Col 3,1-4).

Lumem Gentium.

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