segunda-feira, 6 de abril de 2015

O ponto alto da fé

Ontem a Igreja festejou à festa da páscoa, mais que isto, celebrou à vitória de Jesus Cristo sobre a morte, Ele ressuscitou ao terceiro dia como havia dito, assim está narrado nos quatro evangelhos, e é citado várias vezes nas cartas de Paulo de Tarso, como também nos Atos dos Apóstolos. Muitos ainda se perguntam: “Será mesmo que Jesus ressuscitou? Ou tudo não passa de uma mentira”.
O escritor Fulton Sheen comenta em seu livro “Vida de Cristo”: “Na história do mundo, somente uma vez encontramos o caso de que, diante da entrada de uma tumba, foi colocada uma grande pedra e até guardas para evitar que um homem morto ressuscitasse, foi o sepulcro de Cristo, na tarde da sexta-feira que chamamos de santa. Que espetáculo podia haver de mais ridículo do que aquele de soldados vigiar um cadáver? Puseram sentinelas para que o morto não pudesse andar, para que o silencio não falasse e para que o coração transpassado não voltasse a palpitar. Diziam que ele estava morto. Sabiam que ele estava morto. Diziam que ele não ressuscitou. E, entretanto, vigiavam...”
O nosso imaginário é vasto, e as dúvidas surgem naturalmente em nossa mente, vamos então a dois casos: Primeiro pensemo-nos: Aquele sepulcro vazio pode ter duas explicações: ou alguém levou o cadáver embora ou Cristo verdadeiramente ressuscitou. O cadáver não haveria de ter sido roubado pelos seus inimigos, pois se assim fosse, quando a notícia da ressurreição se espalhou, era mais obvio mostrar o cadáver para derrubar a farsa. Os seus amigos também não o tinham, pois não seria possível os apóstolos arriscarem suas vidas, por uma mentira.
Esta última hipótese é bem mais óbvia, uma mentira por mais bem tramada que seja, uma hora ou outra é desmascarada, não vejo motivo algum de alguém arriscar sua própria vida, enfrentar um poder político tão agressivo como era os Romanos naquela época, por algo que sabia que era mentira. E ainda mais aqueles homens rudes, duros de coração, já sem esperança e com medo, sabendo que poderiam ser os próximos a serem martirizados por terem crido em Jesus.
É de certo modo compreensível que ainda sim, não se acredite na ressurreição de Cristo, pois encontramos muitos obstáculos para acreditar no sobrenatural, em especial a ressurreição dos mortos. Nossa mentalidade ainda é muito materialista, imediatista, pragmática, hedonista, relativista, consumista. Hoje o homem está cada vez mais secular, e pouco olha para as coisas do alto e tende a sempre pensar que tudo acaba com a morte.

Não há portanto, nenhuma comprovação cientifica inquestionável de que Cristo tenha realmente ressuscitado. É, uma questão de fé. Para quem crê, a fé e a esperança na ressurreição é algo presente dentro do coração. O cristianismo procura compreender esta realidade a partir da experiência de Jesus ressuscitado, que confirma a esperança que mantem o coração no céu, mesmo com os pés firmes na terra. Pois a ressurreição de Cristo vem nos mostrar que morrer não é o fim.